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Aluno do mestrado profissional desenvolve óculos para deficientes visuais

A cada 15 dias, 32 horas eram dedicadas exclusivamente a viajar de Fortaleza até o Recife para as aulas no Mestrado Profissional em Engenharia de Software da CESAR School. O esforço investido mudou a carreira do mestrando Sandro Mesquita, cearense, e professor há seis anos: abriu horizontes e refinou projetos.

Entusiasta da robótica e da automação, Sandro tinha a ideia de desenvolver artefatos que facilitassem a vida dos deficientes visuais. “Não um produto comercial, mas social e público”, enfatiza. Refinado por orientação de professores da CESAR School e pensando na segurança da pandemia, o projeto virou um par de óculos que identifica para o usuário se a pessoa à frente está, ou não, usando máscaras.

Sandro entrou na CESAR School com um pré-projeto de um óculos que fazia reconhecimento facial, de objetos, que auxiliava as pessoas com deficiência visual a identificar a faixa de pedestres, entre outras funções. As pesquisas foram afunilando o processo até que as orientações de saúde causadas pela pandemia chamaram atenção. “Se a recomendação era usar máscara e manter o distanciamento social, como alguém que não enxerga poderia fazer isso?”, questionava. Os óculos propostos por Sandro, além de indicar o uso da máscara também faz verificação de temperatura.

“Eu tenho uma pessoa próxima que é deficiente visual. Ela trabalha em um salão de beleza e disse certa vez que seria ótimo poder identificar o cliente e chamá-lo pelo nome. Isso me levou a ter a primeira ideia para óculos com reconhecimento facial”, relembra o professor, que considera este um público pouco atendido por iniciativas de melhorias da qualidade de vida.

As ideias de Sandro são fomentadas na escola de cursos profissionalizantes Pixels, onde ele também dá aulas e onde nasceu o projeto dos óculos. “O projeto já foi para Roma (Itália) e ia para um evento na Alemanha, que acabou cancelado por causa da Covid”.

A CESAR School surgiu na vida do professor Sandro durante um evento em que se falava do Recife como um polo de desenvolvimento de software. Daí para a School foi um pulo. “Eu me encontrei, a vida é aqui. As 32 horas de caminho para estudar eram um escape, uma satisfação. E fora que os meninos do mestrado são feras”, diz.

Partindo do zero

Sandro tinha o projeto mais complexo de óculos já iniciado, com 30 páginas, e aceitou a ideia de focar em funções mais específicas para conduzir o projeto. Ouviu as orientações e tudo foi ganhando forma. 

Sandro tem projeto encubado no Núcleo de Tecnologia do Estado do Ceará (Nutec). “O nosso objetivo é pegar o conceito de custo mínimo e entregar isso pro governo, para que possa ser produzido com propósito social”

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