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No mercado em crise, TI mantém vagas e empregabilidade

A despeito da taxa de desemprego no Brasil, que por causa da pandemia do novo coronavírus, deve ficar acima dos 16,1% ainda neste segundo semestre do ano, segundo cálculo da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), os setores que demandam mão de obra têm o desafio da seleção. É exemplo da área de Tecnologia, que adaptada aos processos remotos, segue contratando.

A gerente de Gente e Gestão do CESAR, Andrea Queiroz, explica que trabalho remoto e jornada flexível fazem parte da cultura organizacional interna, com 80% dos colaboradores nesse formato. “Não é incomum realizar processos online, que nos ajuda a contratar mais rapidamente”, diz. Andrea enfatiza que todas as análises técnicas são seguidas, dentro dos perfis e das soft skills dos candidatos que direcionam as entrevistas.

“Na prática, não faz diferença entrevistar o candidato ao vivo ou por videoconferência, por exemplo. Tudo que avaliamos é perfeitamente possível de apreender remotamente, desde habilidades de comunicação e postura até conhecimentos técnicos da área de atuação”, complementa.

Perfis das vagas

A realidade do setor de TI de ter, em geral, mais vagas que profissionais aptos a preenchê-las. Até em tempos de pandemia, com medidas provisórias que permitem até suspensão de contratos e reduções de salários, o setor de TI continua contratando. Segundo a consultora organizacional de Desenvolvimento Humano do CESAR, Andréa Laurindo, há 90 vagas em aberto em busca de profissionais seniores.

“O mercado de TI busca profissionais cada vez mais preparados e qualificados. Não é uma questão de idade. Temos seniores de 28, de 40 anos”, dia Andrea Laurindo, reforçando que a senioridade tem ainda um cunho de experiência e vivência e que são comuns candidatos com muito conhecimento, mas nem tanta experiência. 

Mas a consultora do CESAR lembra que haverá muitas mudanças após o período da pandemia e que essa fase abre uma janela enorme para profissionais de TI: haverá fechamento de muitas empresas, mas aquelas que sobreviverem precisarão abraçar a digitalização com mais profissionalismo. “As que ficarem vão precisar, e muito, inovar e se reinventar. É onde esse time de TI entra”.

A vivência de uma pandemia e tudo o que isso implica quebrou muitos paradigmas e, na análise de Andrea, já há a presença mais precisa e maciça da tecnologia, durante e depois. “Por exemplo, temos aplicativos que mapeiam onde estão as pessoas, drones que medem a temperatura, que contabilizam populações. E a TI é um mundo de possibilidades a ser desvendado investigando, perguntando. A gente ainda não tinha sido impulsionado para isso, mas agora estamos sendo forçados. E o que vai acontecer é que haverá um olhar mais preventivo, o mapeamento de doenças, como se antecipar a problemas e como se preparar para o que foge ao normal. Se posso dar uma dica, é: devemos mergulhar em metodologia ágil, em plataforma digitais. Vamos entrar em outro mundo e é isso que vai aumentar a empregabilidade”.

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