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Técnicas do Design e muita pesquisa criam nova forma de contar a história do samba

Um podcast e um perfil de redes sociais que falam de samba para quem gosta e para quem é do samba, reconhecido pelo mainstream e com uma interessante quebra de paradigma: ao ritmo cabe, sim, requinte, aprofundamento, estudo e pesquisa. É o que tem destacado o Sambacast (disponível em apps de streamming) e no Instagram @Samba.cast. À frente, o designer e a aluno da CESAR School, Vladimir Barros, e os jornalistas Wagner Sarmento e Daniel Gomes.

O conteúdo diferenciado, tanto do ponto de vista estético quanto de informações históricas, chama atenção de grandes nomes do ritmo. “Vocês são feras!! Virei fã de vocês!! Mais uma vitória pro nosso pagode… VOCÊS”, aplaudiu o cantor Thiaguinho, em uma das postagens. O Sambacast também tem entre seus seguidores os cantores (e sambistas) Jorge Aragão e Péricles.

“Jorge Aragão falou que quando fazem trabalhos com a gente, vão pra outro patamar. O que fazemos é um trabalho diante de um produto que realmente merece, porque o samba é nosso. Esse projeto é bastante importante para mostrar que dá pra fazer diferente com um tema que teoricamente é tão ‘batido’”.

Vladimir trabalhou por 10 anos em um dos maiores jornais de Pernambuco e foi a pós-graduação da CESAR School que mudou sua carreira. “O meu projeto de conclusão da pós, apliquei no jornal e foi um sucesso, ganhou vários prêmios. O CESAR me deu uma base grande para isso, principalmente na parte de entendimento digital”, diz. Para o designer, a área é importante para complementar o profissional. “Hoje em dia, os profissionais que tem uma grande visibilidade no mercado são os que sabem usar conteúdos acadêmicos na prática. O mercado e a academia sem complementam e potencializam qualquer projeto”.

Em tempo: o artigo “Projeto Sambacast: engajamento multiplataforma através do Design” foi aceito pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), que será na modalidade online este ano.

 

Sambacast

Criado no início da pandemia, o Sambacast usa o Instagram (@samba.cast)  e o Twitter (@samba_cast) como impulsionadores do podcast. Responsável pelo design das peças, Vladimir estudou a raiz do samba, voltou ao tempo dos escravos, pesquisou as influências de religiões de matriz africana para definir cores.

“Trazemos, nas redes, uma série de postagens bem incomuns do que se está habituado a ver sobre samba e o pagode aqui no Brasil. Ambos são taxados como não eruditos, de cunho extremamente popular, e não têm um tratamento tão legal do ponto de vista visual e histórico”, diz Vladimir, reforçando que o tratamento diferenciado torna o conteúdo mais atrativo, que fisga o seguidor de forma orgânica e fiel. “Quem segue a gente, segue porque quer, porque se identifica. E o visual é o primeiro impacto”, defende.

O engajamento multiplataforma é um dos “segredos”. As redes bem pensadas engajam e despertar interesse para os episódios do podcast. “Se a gente consegue tratar o tema que ele gosta de forma positiva, o usuário vai se sentir interessado por aqui, vai criar uma relação com a marca. Todo o processo, como funcionou desde a criação da marca até o conteúdo nas redes, a relação de interatividade, tudo conta”.

A equipe trabalha com Twitter e Instagram, que são as ferramentas mais importante no momento, e com um produto de fácil adaptação. É possível ouvir o Sambacast no Spotify, Deezer, Google postcast e Sua música.

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