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CESAR School e CIEB desenvolvem componentes curriculares para fomentar desenvolvimento das competências digitais de professores no Brasil

A pandemia exigiu aulas remotas para todas as idades e deu visibilidade a falta de formação dos professores para lidar com cenários virtuais de aprendizagem, com ferramentas e no trato mais simples com a tecnologia. Na verdade, a pandemia antecipou exigências já previstas no currículo de referência “Competências Digitais na Formação Inicial Docente”, desenvolvido pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileiro (Cieb) e a CESAR School, que apresenta uma sugestão de 9 componentes curriculares, entre eles o “Pensamento Computacional e Tecnologias Emergentes”. Em janeiro, o documento estava completamente pronto.

O Cieb firmou parceria com a School para a formulação de um currículo inicial para professores que fosse aplicável por instituições de Ensino Superior (IES). “Não havia exploração dos temas ligados à tecnologia para formação de professores e já sabíamos, mesmo antes da pandemia, que seria importante incluir essas competências ao currículo. Sabemos que eles precisam, ainda mais agora, saber usar a tecnologia como aliada”, explica a diretora-presidente do Cieb, Lúcia Dallagnelo.

O Cieb já havia feito um levantamento, por autodeclaração, com professores e detectado a deficiência nas competências digitais – a competência pedagógica, a demanda digital e a ligada ao desenvolvimento profissional. Além disso, Lúcia destaca que o currículo desenvolvido com a CESAR School já prevê o tão falado ensino híbrido. “O currículo tem vários módulos para os professores se adaptarem. Eles terão a capacidade de prever quando for interessante ter todos os professores em formação estejam em sala ou quando o ensino remoto é viável”, explica.

Juliana Araripe, analista educacional da CESAR School, lembra que o Brasil ainda não tinha, até dezembro de 2019, referenciais de competências para a  formação docente, “diferentemente do que já acontecia em vários países do mundo”. “Quando nos procurou, o Cieb o fez por causa da nossa atuação prática e queria saber como poderíamos materializar as diretrizes construídas por eles de forma que as instituições de ensino superior que formam professores pudessem ter mais clareza de como implementar o currículo. No CESAR, discutimos fortemente que a transformação digital não começa pela tecnologia, mas pela transformação da cultura das pessoas”, detalha Juliana.

Para a consultora em Educação da School, Walquíria Castelo Branco, existe um senso comum de que a escola precisa formar para o mercado, mas “escola é mais que isso”, defende a especialista. “Ela precisa formar o cidadão, é um local onde se compartilha e se cria conhecimento. E em uma cultura digital como a que vivemos, o conhecimento das ferramentas como agente de comunicação, de compartilhamento e de criação precisa ser dominado”, explica. Walquíria e Juliana conduziram a pesquisa e criaram o documento final.

 

Construção
Para chegar ao currículo, Juliana e Walquíria fizeram pesquisas sobre a formação de docentes em países diversos. Buscaram informações nos formatos da Austrália, do Chile, da Estônia, de Cingapura e da Índia, criando um paralelo com o que existe no Brasil. O resultado está disponível em um e-book gratuito formado por três partes e que contempla diretrizes e orientações para instituições que oferecem cursos de formação inicial de professores ofereçam aos docentes brasileiros acesso a melhor formação, que alcance competências digitais e que tenham reflexo nas salas de aula de todo país.

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