CURSO DE EXTENSÃO
Fabular o cotidiano: como escrever a sua narrativa
Inscrições abertas! Inscreva-se agora e aproveite condições especiais de lançamento até 10/09.
O CURSO E SEU
contexto
Nem toda história começa com um acontecimento extraordinário. Muitas vezes, a matéria-prima da escrita já está no ordinário que nos cerca: nas memórias, nas relações familiares, nos territórios que habitamos, nas histórias que ouvimos, nas pesquisas que realizamos e nas experiências aparentemente comuns do dia a dia.
O curso Fabular o cotidiano: como escrever a sua narrativa, da CESAR School, é um convite para transformar essas experiências em matéria de criação literária. Ao longo de seis encontros, participantes irão explorar diferentes caminhos para observar, investigar e desenvolver histórias a partir da memória, da ancestralidade, do território, do cotidiano e da pesquisa, combinando repertório, reflexão, leitura e exercícios de escrita.
Durante esse percurso, cada participante também irá construir um caderno de campo, que funcionará como espaço de registro de memórias, observações, referências, perguntas, hipóteses e primeiras cenas. Esse material acompanhará todo o curso e servirá como base para organizar ideias e dar forma a um projeto de escrita. A proposta é compreender que escrever também é um processo de atenção ao mundo, investigação e construção. Um percurso para descobrir histórias naquilo que já existe — e aprender a dar forma narrativa a elas.
6 encontros
Manhã (sábados)
18 h
Online e Ao Vivo*
* Aulas nos dias 02, 03, 10, 17, 24 e 31/10. Excepcionalmente, a aula de abertura será na sexta-feira, das 19h às 22h.
Acesse os módulos, investimento e cronograma de aulas do curso
O curso é ideal para:
1. Pessoas que têm vontade de escrever, mas não sabem por onde começar;
2. Pessoas que sentem que têm uma história para contar, mas ainda não sabem como transformá-la em narrativa;
3. Pessoas interessadas em literatura e criação que desejam experimentar a escrita;
4. Escritores e escritoras iniciantes em busca de repertório, prática e caminhos para desenvolver suas ideias;
5. Pessoas que já possuem uma ideia ou projeto de escrita e querem investigá-lo a partir de novas perspectivas;
6. Profissionais que trabalham com narrativas e desejam ampliar seu repertório de criação.
O curso propõe uma introdução à fabulação como processo de criação literária
Durante os encontros, os participantes serão provocados a olhar para diferentes fontes da criação — memória, ancestralidade, território, cotidiano, histórias ouvidas, documentos e pesquisa — e experimentar formas de explorá-las por meio da escrita. O percurso começa pela compreensão do que significa fabular e avança por diferentes matérias da criação, chegando aos elementos necessários para transformar essas descobertas em uma narrativa.
MÓDULO 1 | O que é fabulação?
O ponto de partida do curso é compreender a fabulação como capacidade humana e possibilidade de criação. A partir de conceitos de Antonio Candido e Saidiya Hartman, o encontro discute a necessidade de fabular, sua relação com a existência e a criação, questionando a ideia da escrita como resultado exclusivo de inspiração ou de um “dom”. É também quando começa a construção do caderno de campo, artefato e objeto de trabalho que acompanhará os participantes durante todo o percurso.
Eixos do módulo:
-
O que é fabulação; -
Conceitos de Antonio Candido e Saidiya Hartman; -
A necessidade de fabular para sobreviver; -
Primeiras provocações para um projeto de escrita com o carderno de campo.
MÓDULO 2 | Fabular a ancestralidade
Como nossas histórias familiares, memórias e relações podem se tornar matéria de criação? A partir dos conceitos de fabulação crítica de Saidiya Hartman e a escrevivência de Conceição Evaristo, serão discutidas as possibilidades de fabular a ancestralidade, a família e outros afetos.
Eixos do módulo:
-
Família e ancestralidade como matéria narrativa; -
Fabular pai, mãe e outras relações; -
Memória e fabulação; -
O que carregamos, guardamos e escondemos; -
Transformar relações e memórias em matéria para criação.
MÓDULO 3 | Fabular o território
Como transformar o espaço em parte da narrativa, e não apenas em cenário? O encontro explora a ambientação na escrita de ficção e as relações entre espaço, território e personagens. A partir da análise de textos literários, participantes vão observar como os lugares podem interferir na construção da história e se tornar matéria de fabulação.
Eixos do módulo
-
Ambientação e espaço na escrita de ficção; -
O espaço para além do cenário ilustrativo; -
Relações entre espaço, território e personagens; -
Textos literários que trabalham a fabulação do território.
MÓDULO 4 | Fabular o cotidiano
Tendo como base as crônicas “Brincadeira sem futuro”, de Ricardo Terto (Brincadeira sem futuro) e “O maior verso da música brasileira”, de Fabrício Corsaletti (Um milhão de ruas), convidamos as pessoas participantes a fabular o seu cotidiano e o cotidiano ao seu redor. A ideia é que possamos desautomatizar o olhar e exercitar a estranheza, o não-lugar e o pertencer.
Eixos do módulo
-
O cotidiano como matéria para a escrita; -
Fabular o próprio cotidiano e o cotidiano ao redor; -
A crônica como ponto de partida para criação; -
Desautomatização do olhar; -
Não-lugar e pertencimento; -
Estranheza diante do familiar.
MÓDULO 5 | Fabular a pesquisa
Escrever ficção também pode começar pela investigação. Documentos, arquivos, histórias, biografias e outras fontes de pesquisa podem deixar de ser apenas registros do que aconteceu para se tornarem matéria de fabulação.
Eixos do módulo:
-
Como transformar investigações históricas e documentos em matéria de ficção; -
Documentação versus fabulação; -
Fontes de pesquisa e fabulação crítica; -
Estudo dos procedimentos conceituais, estéticos e éticos de transposição de materiais empíricos (históricos, biográficos e de arquivo) para a prosa de ficção.
MÓDULO 6 | Materializar a fabulação: elementos da narrativa
Como transformar em texto literário nossos diários e cadernos de campo? Vamos conhecer todos os elementos da narrativa e, então, (tentar) começar a responder as perguntas que nossas notas provocaram. Também vamos desenvolver um projeto com intenção narrativa, propósito e controle real da narrativa a partir do caderno de campo. Conseguimos criar uma experiência de leitura? Como foi nossa travessia?
Eixos do módulo:
-
Escolhas e controle da narrativa; -
Construção de uma experiência de leitura; -
Caminhos para dar continuidade a um projeto de escrita.
Conheça as professoras
CAROLINA CASSATI
Maria Carolina Casati é mulher negra, professora, escritora e doutora em ciên...
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BETHÂNIA PIRES AMARO
Bethânia Pires Amaro nasceu em Recife/PE, em 1988, mas foi criada na Bahia, e...
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CLARICE FREIRE
Coordenadora
Escritora pernambucana, doutoranda em Ciências da Linguagem pela UNICAP, auto...
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CAROLINA CASSATI
Maria Carolina Casati é mulher negra, professora, escritora e doutora em ciências pela EACH-USP, no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política. Curadora e mediadora de leitura, é idealizadora do @encruzilinhas, uma plataforma que reúne leitura, debate e difusão de textos sobre negritude, gênero, feminismos e militância produzidos por mulheres negras e do Sul global. Tem textos em livros e em veículos como Harper's Bazaar, Bravo!, Folha de São Paulo e Cláudia.
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BETHÂNIA PIRES AMARO
Bethânia Pires Amaro nasceu em Recife/PE, em 1988, mas foi criada na Bahia, em Ilhéus e em Salvador. É escritora, advogada e palestrante. Seu primeiro livro, O ninho, publicado pela Editora Record em 2023, foi vencedor, na categoria contos, dos Prêmios SESC, APCA e Jabuti. Já Ressalga, seu primeiro romance, integrou a programação principal da Feira Literária Internacional de Paraty – FLIP. Reside atualmente em São Paulo, onde trabalha na Secretaria Municipal de Educação.
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CLARICE FREIRE
Coordenadora
Escritora pernambucana, doutoranda em Ciências da Linguagem pela UNICAP, autora de dois livros best-sellers de poesia pela editora Intrínseca. Seu segundo livro foi finalista do Prêmio Jabuti de Literatura (2017), na categoria ilustração. Clarice também é vencedora do Prêmio Orgulho de Pernambuco, do Jornal Diário de Pernambuco (2018). Atualmente, está divulgando seu primeiro romance, “Para Não Acabar Tão Cedo”, da editora Record.
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